Edu l'odieux
Eu fico vendo pessoas se esforçando loucamente pra parecer boazinhas. Eu sempre essa maldição: em poucas palavras eu consigo ver a sujeira do outro desde a sua terceira encarnação. Ninguém me engana! Sempre foi assim, e meu faro e foda. Eu vejo a vileza, o podre, o torpe, a decadência, o inconfessável antes do seu primeiro bom dia. Bom ouvinte, posso passar horas ouvindo sem dizer uma palavra, mas creia, nesse momento tou tirando as 7 camadas de sua pele, dissecando seu cadáver como um legista, penteando cads coisinha no meu mapa interno. E pra isso conto com essa imagem que adoro preservar: do OTARIO DO DIA, branco, de olhos verdes, sempre culto, bem educado, gentil e de modos elegantes. Ninguém se fecha em copas pro otario!
E deixo o outro fazer seu teatro tranquilamente e até alimentando até um dia, em que a pessoa terá o maior susto da sua vida. Diz minha mãe até hoje "seja sincero com Eduardo até pra mentir porque o diabo é velho". Eu sei exatamente com quem lido, cada valor e cada falta! Já não admiro ninguém pelas suas virtudes, isso me parece comercial de margarina, gosto do homem pelo sua tronchura, pelo seu defeito e até pelo seu envergamento moral, "sou humano e nada do que é humano me é estranho". Paranoicamente desconfiado eu escuto até tchau levando a possibilidade disso ter 3 ou 4 versões diferentes. Não lido com ninguém de forma automática, esteja certo eu já pensei muito sobre você. Em algum momento foi minha pauta do dia. E nesse clima só há uma proteção, nunca deixe ninguém saber o que vc tá realmente pensando. Ver, ouvir sorrir com o canto da boca sabendo onde o outro quer chegar, como e o porquê. Há muito pouco a esperar do ser humano e todo ser é demasiado previsível, essas são as duas verdades incondicionais do ser. Nessa perversidade, nessa fauna exótica ha dois tipos que mantenho que mantenho guardados a olhos de águia: os virtuosos e os moralistas, por serem perigosos ao extremo. Alma perversa, alma de escritor!
;)






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